Beber, cair, levantar

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tombo

Ainda sobre cair e levantar, a vida gira sempre em torno deste mesmo desafio “ Cair, beber, levantar, cair”. Mas o que nos faz forte é sempre a capacidade de levantar. Nem se fala quando temos uma sequência de quedas. Levantar parece ter que dar comida a elefantes. O peso do corpo duplica e dá vontade de ficar por ali mesmo. Caído.
Nessas horas é que vale mais a fé. A fé, seja ela qual credo que ele lhe trouxer conforto, é o motor de quatro ou seis cilindros movida a gasolina azul – pros mais antigos, este era o combustível, que hoje é chamado Premium nos postos de gasolina, e que, por muito tempo, alimentaram os motores da Fórmula 1. A fé em que é possível ser novamente, é que nos faz ser o mínimo do que somos, naquele primeiro momento pós parto, ou pós cirúrgico, se você preferir.
Voltar a engatinhar, depois que você já sabe correr é um desafio. É como voltar uma casa no Jô Imagem e ação. É trilhar um caminho que mais do que conhecido. É perder a entrada na estrada e procurar mais de dois quilômetros pelo retorno. Cair não chega ser tão ruim, quanto se perder a estrada, pois neste, logo você encontra o caminho de novo. Cair, por vezes traz junto a incerteza. Esta sim é um flagelo. Viver sem saber se você vai retomar a sua estrada de onde parou, castiga a alma e a autoestima. Você reluta até perceber que o mesmo caminho não vai rolar, então de dentro vem aquela força inexplicável de fazer o melhor que pode dentro de suas novas limitações.
Por maior que tenha sido o tombo, levantar e andar é sempre possível, se o seu coração ainda bate. Mesmo que fraquinho.

Alexandre Vicente

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Especial Carnaval – Assim nasce um bamba – Parte 2

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Emílio chegou em casa e falou com a mãe:

– A senhora me compra um cavaco?

– Cavaaaca? – respondeu surpresa. – E desde quando tu gosta de comer cavaca?

– Que cavaca, mãe. Um C A V A C O- disse pausadamente. – Aquele violãozinho pequeno, que seu Arlindo toca. – esclareceu.

– Ah… Cavaquinho. – entendeu por fim – E você lá sabe tocar cavaquinho?

– Num sei mais eu aprendo.

– Igual você aprendeu a tocar o pandeiro? O tamborim? O bumbo? – brincou, ela – Porque você não desiste desse negócio de música. Você não tem sangue de sambista, nossa família não tem ninguém no samba e esse negócio é só prá vagabundos. Samba só é importante no carnaval.

– Mas eu gosto, mãe.

Nesta hora entrou na cozinha o avô de Emílio.

– Olha aí pai… – disse a mulher. – O menino agora quer tocar cavaquinho. Vê se pode.

O velho olhou fundo nos olhos do menino e viu que os mesmo estavam marejados.

– Diz prá ele pai que isso é coisa de vagabundo.

O avô, muito solene, pôs a mão no queixo e respondeu mansamente:

– Pois eu não acho minha filha. Música é uma coisa muito boa. Faz bem para a alma. Te põe em contato com Deus…

– DEUS!!! – contra argumentou, ela. – Não diga o nome de Deus em vão, pai. Deus não gosta dessas músicas… dessas mulheres sambando sem roupa e esses homens safados…

O velho balançou a cabeça e foi para o seu quarto. Emílio sentou na varanda da sala e ficou pensando no que a mãe lhe dissera. “Talvez eu não tenha jeito prá coisa mesmo.”

– Psiu… Emílio… – era o avô chamando o garoto. – Vem aqui.

Emílio pulou a janela do quarto do avô, que tinha sobre os joelhos um velho álbum de fotografias em preto e branco; onde um grupo de jovens com camisas listradas, chapéus com fita e calças balão, empunhavam alguns instrumentos musicais.

– Você sabe quem é esse aqui? – perguntou o avô apontando para um negro que segurava um saxofone.

Emílio fez que não com a cabeça.

– Esse era um grande amigo meu: Alfredo.

– Alfredo? O do papel higiênico? – respondeu o garoto sorrindo.

– Não. Esse Alfredo ficou conhecido como Pixinguinha. Ele era um mestre da música.

– E esse outro do cavaco? – perguntou o garoto, enxergando alguma semelhança na figura.

O velho riu e respondeu:

– Esse sou eu.

Emílio não acreditou.

– O senhor tocava cavaquinho?

O avô confirmou e passou o resto da tarde contando como tinha sido sua juventude ao lado do mestre Pixinguinha. Ao final da conversa foi até o guarda roupas e puxou uma caixa embrulhada para presente. Entregou ao garoto, que apressado, rasgou o papel e ficou surpreso com o que acabara de ganhar: um velho cavaquinho, cujo tampo trazia gravada a seguinte frase: “Se não vai no batuque, tenta o cavaco.”

Dois anos depois Emílio acompanhava todas as rodas de samba na quadra da escola. O avô, sentado na praça, dizia à Paulo Portela: desculpe me fingir de fantasma, mas o motivo era nobre.

 Alexandre Vicente

Especial Carnaval – Assim nasce um bamba – Parte 1

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Catacaaa, catacaaa, catacaaa cataá… O som dos tamborins invadia a casa de Emílo. Nascido e criado na Rua Clara Nunes entre Osvaldo Cruz e Madureira, gostava de freqüentar a quadra da Escola de Samba Portela. O azul e o branco da águia, símbolo da agremiação, eram também suas cores preferidas. Entretanto Emílio tinha um rancor: ele não sabia batucar.

Os amigos reuniam-se na calçada e todos com latas de tinta ou de goiabada, ensaiavam os ritmos, sonhando um dia, defender a escola na Sapucaí. Emílio tentava, mas a garotada não perdoava.

– Ô sem sangue… Pára de atravessar o samba. Tu é muito branco para ser sambista.

Todos riam muito. Mas Emílio não desistia. Fingia levar na brincadeira, o que na verdade era só um disfarce para a irritação que sentia. Então começava a bater mais forte e mais forte, até que todos paravam de batucar e ele ficava sentado no meio fio sozinho. Emílio fingia olhar uma pipa no alto, largava a lata e o pedaço de pau – que fazia as vezes de baqueta – no chão e fingia correr atrás de alguma voada.

Nos fins de semana ia para a quadra e ficava apreciando o som contagiante, uníssono e afinado da bateria da escola. Aquelas pessoas todas de chapéu e camisas brancas e terno azul. As mulheres, da ala das baianas, preparando a famosa feijoada e o samba comendo solto. Cavaco, um 7 cordas de contraponto, violão, bumbo, cuíca, tamborim  e aquele redentor: Catacaaa, catacaaa, catacaaa cataá…

Por vezes via um dos colegas de rua ser convidado para cobrir alguém que tinha faltado ao ensaio. E o oportunista não fazia feio. Parecia que tinha nascido para aquilo. Os ensaios na rua – em latas improvisadas – preparava a molecada para tocar com os profissionais. Era só fazer um acerto aqui, aprender com a resposta do couro ali e… Tava pronto mais um ritmista para a grandiosa Portela.

Um dia, sentado na praça onde fica o busto de Paulo Portela, um dos fundadores da escola, ele ouviu o vento soprar em seu ouvido: “Se não vai no batuque, tenta o cavaco.” Emílio olhou assustado para a imponente estátua do patriarca e sentiu um calafrio por alguns instantes, “Será que o seu Paulo falou comigo?”. Ele olhou em volta e não viu viva alma. Pegou seu carretel de linha e o vidro de cerol e foi caminhando para casa ressabiado e assustado, mas com a frase na cabeça: “Se não vai no batuque, tenta o cavaco.”

Alexandre Vicente

Operação secreta

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Sexta-feira eu voltava de uns compromissos com minha filha, quando resolvemos parar para almoçar. Escolhemos a esmo, um restaurante desses que servem comida pelo peso. No meu caso específico, este sistema não é tão vantajoso, pois gosto dos prazeres da mesa; mas se considerarmos o apetite de minha filha… esta era a melhor opção.

Pois bem, a casa escolhida era muito limpa, com ambiente refrigerado – em pleno verão carioca, esta é uma condição obrigatória – e tinha funcionários super gentis. Logo que entramos, fomos interpelados pelo maitre, que muito atencioso, nos conduziu a uma das mesas. Eu sentei e deixei que minha filha fosse servir-se no balcão de ofertas. Foi nesse momento que eu encontrei aquela criatura aparentemente indefesa. Talvez estivesse ali, apenas para se proteger do calor e não tivesse a intenção de amedrontar qualquer dos clientes. Entretanto, somente a sua presença – em um ambiente freqüentado por pessoas tão asseadas; que respeitam a limpeza urbana; e que jamais atirariam o lixo que elas produzem, fora dos locais apropriados – seria motivo para o fechamento ou autuação do estabelecimento.

Disfarçadamente me levantei e abraçando amigavelmente uma das atendentes que circulavam pelo salão, sussurrei em seu ouvido:

– Olhe ali embaixo… Disfarça e pede para alguém tirar. – evitando alardear a presença da moribunda cucaracha. Prostrada estava; e prostrada ela ficou… Imóvel. Sabedora de seu atrevimento; penso que tentava camuflar-se no piso branco. Um grande erro de cálculo. Não havia, em todo o restaurante, lugar mais impróprio para descansar.

A atendente seguiu meu conselho e falou com uma segunda pessoa, que por sua vez ordenou a uma terceira, que recolhesse as poucas sobras caídas no chão e –  de posse de sua pá e esfregão – sorrateiramente expulsasse “La indesejada”.

Eu acompanhava a operação e torcia para que nenhum dos clientes percebesse o que estava para acontecer. Porém, para a nossa surpresa a moribunda barata, vendo-se acuada resolveu correr. Eu pensei: “P… q… p…! Ela tá viva.” Seu movimento trôpego, causado por uma provável dedetização recente, logo chamou a atenção de uma senhora empedernida, dessas que usam óculos escuros em ambientes fechados e que parecem querer lhe dizer: “Eu peido jujubas, todas as manhãs.”  Ela tava pronta para abrir o bico e revelar o segredo, que até então estava entre mim e os funcionários. Em segundos me levantei e antes que ela terminasse a frase: “Garçonete… Tem uma ba…” Ploft. Levantei e pisei na bambina… Que nem teve forças para esboçar reação. Ela expeliu uma gosma preta e branca, que fez revirar o estômago da madame. Segui direto para o banheiro e percebi que a menina da limpeza, rapidamente deu fim ao corpo. Como vocês sabem: sem corpo… Sem provas.

Encontrei com minha filha no caminho e ela perguntou o que tinha acontecido – certamente um riso estava estampado em meu rosto. Pedi apenas para que fosse se sentar e que me aguardasse.

Quando voltei, vi a madame argumentando qualquer coisa com o maitre, que se fazia de desentendido – até porque, ele mesmo não viu nada da “Operação Barata”.

Eu contei tudo para minha filha entre os dentes, e observei que a mulher me olhava com ódio. Continuei fingindo, que nada tinha acontecido. A madame desistiu de pegar a sua refeição. Apenas observou, enquanto a filha comia. Reclamou alguma coisa do refrigerante; e depois foi para o caixa.

Quando me levantei para de pagar a conta, a atendente pegou nossas comandas e nos eximiu do pagamento do almoço, alegando que era uma cortesia pelo constrangimento; além de apresentar um sincero pedido de desculpas pelo ocorrido.

Descanse em paz baratinha.

 Fernando Mendes de Brito

O vendedor de bananas

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A estrada de barro, ressecada pelos dias de sol incessantes, soltava um pó vermelho que contaminava a tudo e a todos. Homens; carros; animais… Tudo tinha aquela cor de tijolos. Ele permanecia sentado em seu banquinho de madeira; construído com as próprias mãos, sete anos antes, quando resolveu vender sua pequena produção de bananas, mandioca e uma ou outra fruta da época. Há sete anos, que aquele era seu sustento. Diariamente carros e motos circulavam, principalmente na época de alta temporada. Famílias buscavam os hotéis fazenda da região; e aquela estrada era passagem obrigatória.

                Ao meio-dia é que sentia a diferença entre seus mundos. Quando um destes carros parava e seus passageiros abriam o vidro – para perguntar o preço, ou mesmo, para comprar alguma coisa – sentia a ar gelado do ar condicionado chocar-se contra a pele quente dos dias de verão. Seus “clientes” tinham pressa em fechar o vidro. A poeira, como uma intrusa, insistia em invadir aquele santuário automobilístico, incomodando e secando a garganta de suas divindades. Ele… Já estava acostumado. Cuspia várias vezes durante o dia, uma mistura de saliva e poeira. Era um cuspe viscoso e terroso.

                Sete anos de beira de estrada haviam impregnado seus pulmões de poeira e de monóxido de carbono. Tinha uma tosse crônica. Seca. Companheira das horas a fio, que ficava sem conversar.

                No almoço, comia uma de suas bananas; e à tarde bebia a água de um de seus cocos. Aquela rotina era sua vida. Quando anoitecia e o tráfego diminuía, consideravelmente, contava a féria do dia, juntava a mercadoria restante no carrinho estilo “burro sem rabo” e voltava para sua casa, onde o cachorro Feijão, o aguardava feliz; como um filho, que espera um pai.

                Deixava o carro ao lado da casa – perto do tanque de lavar roupas – e sentava-se em uma cadeira de balanço. Pegava um pouco do fumo, picado em alguma hora do dia, e enrolava seu cigarro. Tragava o produto da queima e depositava-a, junto do pó que acumulou durante os sete anos. A tosse aumentava. Voltava a tragar e a tossir; tragar e tossir; tragar e tossir… Até que Feijão começava a latir, como quem trava um diálogo.

                Três anos depois disso, voltei ao Hotel Fazenda e vi – sentado no velho banco de madeira, agora um pouco mais gasto. O mesmo vendedor; tossindo… e vendendo bananas.

Gomes Braga

Amar ao próximo

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               Quando entrei no trem, vi apenas seus chinelos no chão. Na verdade não passava de um par de velhas sandálias; catadas de um lixo qualquer ou recebidas de algum abrigo.

                O banco, de seis ou sete lugares, estava praticamente vazio; embora o restante do vagão estivesse ocupado, inclusive com pessoas de pé. Não entendi aquela matemática, mas me sentei ali e abri um livro como de costume. Percebi que uma das pessoas que ocupava o banco era um mendigo. Ele estava no canto e comia um pacote de biscoitos recheados. Não demorou, para que eu entendesse o porquê dos lugares estarem desocupados. Na verdade, as sandálias que estavam no chão tinham um dono; ou melhor, uma dona.

                Ele e ela formavam um casal de maltrapilhos, devidamente isolados, involuntariamente, do restante dos passageiros. Terminaram de comer os biscoitos e pediram a um segundo casal que estava ao meu lado com uma garrafa na mão, um pouco daquele líquido – me parecia algum tipo de refrigerante. Eles não deram. Uma reação natural, se considerarmos a falta de gentileza com que pediram. Neste momento, contudo, pensei: “Se passar alguém vendendo compro água para eles.” Afinal, água, não se nega a ninguém. Enquanto divagava nesta hipótese e avaliava, ou sendo sincero, julgava meus próximos, o pacote vazio de biscoitos foi atirado pela janela e com o vento acabou voltando e caindo em mim. – Nem mesmo um “sinto muito”, eu ouvi. Minha compaixão dizimou-se ali.

                Passei a observá-los, discretamente, e percebi que ele via qual dos passageiros estava comendo ou bebendo alguma coisa e mandava que ela fosse até a pessoa para esmolar. Ela levantava obediente e cumpria a missão; embora nem sempre tivesse sucesso. Em geral não tinha. Mas o que me tocava era quando ela voltava ao seu lugar e aconchegava-se nos braços daquele homem; incapaz de lhe prover e que ainda lhe explorava.

                As lições que recebi daqueles maltrapilhos é que existe um amor incondicional, mesmo que não seja eterno; como é difícil amar ao próximo quando temos que relevar nossos preconceitos.

Maria Ignez Miranda

Tem gosto de quê?

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                O Gomes Braga já falou, aqui mesmo neste blog, da teoria da percepção gustativa individual; e concordo com ele.  Não vou defendê-la, pois acho que meu companheiro foi mais do que convincente, com aquele papo todo de pudim. Mas já decidi: a gula é meu pecado. Adoro comer e melhor que isso – comer bem. Se alguém dá uma dica de restaurante, eu não sossego enquanto não vou lá dar uma conferida. Geralmente saio satisfeito, mas às vezes o tiro sai pela culatra. Acontece. Não deixo de experimentar nenhum tipo de carne, grão, fruta, verdura ou legume. Quando digo que não gosto de alguma coisa é porque já provei. Comigo não tem essa de: tem gosto de quê?

                Já dizia meu primo Didi, ele era fumante e eu, ainda moleque perguntava:

                – Mas cigarro tem gosto de quê?

                – Gosto de gostoso, ué.

                Não virei fumante. Depois, já mais velho, traguei alguns e não gostei. O pior era o cheiro que ficava nas mãos. Assim, sou não fumante por opção. Naquele tempo ser fumante era bonito. Charmoso. Todo galã de cinema empunhava um cigarro e fazia aquele olhar de “vou pegar geral”. Hoje tá tudo mudado. O que era bonito virou feio e o que era feio virou bonito. Cada geração que levante suas bandeiras. A minha usava umas roupas e uns topetões coloridos. Eu assumo: eu fui New Wave. Dancei Smiths, The Cure, Talking Heads e essa onda toda. Mas só comecei a descobrir como era bom comer, já na idade adulta.

                Eu não comia strogonoff por nada nessa vida. Acho que era por trauma. Estudei em escola militar e o rango lá, era de matar cachorro faminto.  Teve uma vez que almocei uma dúzia de laranjas. Não acredita? Pois pode acreditar. Aquela comida me repugnava tanto que eu tinha vontade de…

                – Ohhhh! Peraí cronista! Você tá falando de comida e vem falando em porcarias?

                Tá bom. Tá bom. Me desculpe. Eu tava falando de strogonoff, né? Bom… Eu não comia a bagaça; e vida que seguia. Mas um dia, minha mulher cismou que eu tinha que provar o dela. Muito a contragosto, aceitei. Lembram que disse que provo de tudo? Pois é. Encarei e… Meu Deus! Quanto tempo perdi, sem comer uma receita dessas? A única coisa que me passava pela cabeça, era: quantos pratos daquele eu passei e que não tinha mais como recuperar. Por mais que eu coma strogonoff até o fim da minha vida, jamais recuperarei as oportunidades perdidas. Lamentável!

                Por isso mudei minha conduta. Agora eu provo qualquer quitute gastronômico. O máximo que pode acontecer, é eu ter que pedir a conta e não pagar os dez por cento; ou fingir uma dor de barriga e correr pro banheiro.

Fernando Mendes de Brito

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